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SENAI de Santa Catarina assina contrato de credenciamento com a Embrapii



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O Instituto SENAI de Inovação em Laser, sediado em Joinville, foi o primeiro centro dedicado ao processamento de materiais a laser da América Latina.

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Os Institutos de Inovação do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) em Joinville assinaram contrato de credenciamento com a Empresa Brasileira de Pesquisa de Inovação Industrial (Embrapii) na última semana (dia 26), em São Paulo. Com a formalização do credenciamento, os institutos de inovação em Tecnologia em Laser e em Manufatura Avançada poderão propor projetos de inovação na área de manufatura a laser, por adição ou remoção de materiais, no valor de até R$ 18 milhões, sendo um terço como aporte da Embrapii e o restante dividido entre o SENAI e a empresa beneficiada.

Para o presidente da FIESC, Glauco José Côrte, o credenciamento dos institutos do SENAI na Embrapii está alinhado às novas demandas do desenvolvimento tecnológico da indústria. “O perfil do investimento no Estado vem mudando, com ênfase cada vez maior na busca por inovações por meio de pesquisa e desenvolvimento, design e aprimoramento dos processos produtivos”, afirma. “As empresas, emergentes ou tradicionais, têm explorado cada vez mais as possibilidades de novas tecnologias e de novos comportamentos de consumo para conquistar espaço no mercado, já que a inovação é fator crítico para a diferenciação e ganhos de mercado ou, no mínimo, para a sobrevivência em tempos difíceis”, diz.

Na opinião do diretor regional do SENAI/SC, Jefferson de Oliveira Gomes, há muito espaço para a ampliação da participação catarinense nos recursos da empresa de pesquisa. “A Embrapii tem R$ 350 milhões rodando em inovação hoje no Brasil e somente 2% são utilizados em pesquisas no Estado”, afirma. O SENAI é a quarta unidade Embrapii catarinense – ao lado da Fundação Certi e dois polos da Universidade Federal de Santa Catarina. 

CENTRO PIONEIRO NA AMÉRICA LATINA - O Instituto SENAI de Inovação em Laser, sediado em Joinville, foi o primeiro centro dedicado ao processamento de materiais a laser da América Latina. Para implantá-lo, o SENAI comprou equipamentos de última geração e contratou profissionais que são referência na área, como o diretor Edson Santos, doutor em Engenharia Mecânica pela Universidade de Osaka, no Japão. “Temos no instituto a segunda maior máquina de deposição a laser no mundo, sendo que só existem cinco equipamentos desses no Brasil, fabricando peças para indústrias de segmentos como petróleo e gás, aeronáutica, médica e automotiva”, conta.

Pesquisadores do instituto do SENAI firmaram parceria, por exemplo, com a startup 3DSINT, de Brasília, para produzir implantes de titânio por impressão 3D a serem utilizados em cirurgias de correção facial. Por sua precisão, a tecnologia permite fazer implantes personalizados após tomografia computadorizada. Os protótipos da placa, desenhada e produzida na medida da necessidade do paciente, estão prontos à espera da autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para chegar ao mercado. Outro projeto alavancou os negócios da empresa Welle Laser, de Palhoça (SC), apontada como a startup que mais cresceu no Brasil entre 2014 e 2015. Em conjunto com o Instituto do SENAI, foi desenvolvida uma máquina de usinagem que, com o uso do laser, é capaz de desenhar em diferentes profundidades e com exatidão.

A expressão “laser” é uma sigla em inglês para amplificação de luz por emissão estimulada. Popularizado pelo sabre de luz usado pelo mestre jedi Yoda, no filme Star Wars, o fenômeno foi transformado em ferramenta por um físico americano em 1960. Tem funções muito mais variadas do que os primeiros fãs de ficção científica poderiam imaginar, com aplicações em usos prosaicos, como a leitura de CDs, a altamente complexos, como cirurgias médicas. O laser tem sido cada vez mais usado na indústria devido a suas inúmeras possibilidades, como ser capaz de usinar, fabricar, soldar, tratar superfícies e alterar materiais de forma precisa e eficiente.

NOVOS MATERIAIS - Inovar no desenvolvimento de novos materiais também é fundamental para empresas que trabalham em condições severas ou muito específicas, como a exploração de petróleo na camada pré-sal ou a indústria aeronáutica. O Instituto SENAI de Inovação em Sistemas de Manufatura é especializado em criar produtos customizados que exigem sistemas, processos e materiais de alta precisão e qualidade.

Localizado também em Joinville, o instituto desenvolveu, em parceria com a empresa Tupy S.A., por exemplo, novas ligas de ferro fundidos de alta resistência. “Com essas novas ligas de ferro, mais resistente do que as que existem atualmente no mercado, um projetista pode desenvolver paredes de motores de automóveis mais leves, obtendo maior desempenho e redução do consumo de combustível”, explica André Zanatta. O novo produto já está pronto para entrar no mercado. A Tupy negocia o fornecimento das novas ligas com montadoras da Europa e da América do Norte.

Por FIESC
Com informações da Agência CNI de Notícias e Assessoria de Imprensa da Embrapii
Foto: Miguel Ângelo/CNI
Para a Agência CNI de Notícias